Nirvana

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Em 2013, estava a viver parte das minhas enormes férias de verão na casa da minha avó. Não posso dizer que me divertia. Os dias eram passados com tamanha monotonia que uma tarde parecia um dia. Nos primeiros dias da minha estadia na casa da minha avó, estive bem entretida com um livro que levei. No entanto, tudo tem um fim e terminei depressa aquela leitura. Tinha sorte de ter um computador, mas mesmo o computador me aborrecia. Estava no youtube (que não é nada daquilo que é hoje) e via sempre os mesmo videos de beleza e maquilhagem (na altura não conhecia nada mais). Um dia, já não aguentava mais. Decidi que não ia ler outra vez o mesmo livro e que não ia assistir aos mesmos videos de sempre.

Abri o youtube, mas pus no motor de busca “Bon Jovi”. Nessa época, os Bon Jovi eram a minha banda preferida e eu no meu rasco inglês conhecia todas as letras. Contudo, até os Bon Jovi me aborreciam. Pensei que estava a ficar deprimida, mas nesse momento vi nas sugestões um video que se chamava “Nirvana- Smells Like Teen Spirit”. Pensei “mas que título engraçado”. Cliquei. Vi aquela imagem inicial de uma all star preta. Então, começou a tocar. Aquela batida inconfundível, aquele ritmo maluco e histérico que expressava todo o aborrecimento e apatia que sentia. Foi quando ouvi “load up your guns, bring your friends…” que me reencontrei.

Para minha grande admiração, não gostava de todas as músicas dos Nirvana. Do primeiro álbum, por exemplo, não ouço praticamente nada. Porém, esta famosa banda dos anos 90 tornaram-se a minha banda preferida. “Mas então que é que os Nirvana têm assim de especial?”, perguntam vocês. Bem, a nível musical e até histórico, os Nirvana foram, são e sempre serão o ícone do Grunge (um subgenero do rock alternativo). Um dos aspetos que mais agrada nas músicas desta banda é que existem canções para todos os moods. Tanto existem músicas que me põe animada, como também existem aquelas que me deprimem e deixam nostálgica. Além de todo isto, tenho um grande fascínio pelo vocalista, Kurt Cobain. Kurt foi um génio no mundo das artes (e quando digo artes, não me refiro apenas à musica) e a sensibilidade em pessoa. Sensibilidade essa que o levou a um fim trágico e a uma morte precoce.

Se vos dissesse que estes eram os únicos motivos pelos quais Nirvana é a minha banda preferida, mentiria. Atualmente, consigo ver perfeitamente o efeito que esta banda teve na minha vida e personalidade. Foi ouvindo os Nirvana que refleti muito sobre quem eu era e quem eu queria ser, com quem estava e com quem queria estar. Foi ao som dos Nirvana que me afirmei a minha personalidade e as minhas opiniões. Tornei-me mais crítica em relação a tudo e com vontade de aprender tudo. Foi nesta fase da minha vida em que me comecei a interessar por música e procurar informar-me em relação ao tema, vendo documentários e lendo artigos na internet. Foi uma altura em que cresci muito e fui imensamente feliz.

Obrigada pela companhia, Nirvana.

 

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