Livro: A Condessa

Olá a todos!

Hoje trago uma opinião muito atrasada de um livro que li já à alguem tempo: A Condessa de Rebecca Johns. 

Sinopse:

A bela condessa Erzsébet Báthory nasceu num berço de ouro da aristocracia húngara. Nada faria prever que acabaria os seus dias encarcerada na torre do seu próprio castelo. O seu crime: os macabros assassínios de dezenas de criadas, na sua maioria jovens raparigas torturadas até à morte por desagradarem à sua impiedosa senhora.

Pouco antes de ser isolada para sempre, Erzsébet conta a apaixonante história da sua vida. Ela foi capaz dos mais cruéis actos de tortura mas também do mais apaixonado e intenso amor. Foi mãe, amante, companheira… uma mulher que teve o mundo a seus pés e se transformou num monstro.

Os seus opositores retrataram-na como uma bruxa sanguinária, um retrato que fez dela a mulher mais odiada da História. Erzsébet inspirou Drácula, inscreveu-se na literatura clássica e contemporânea, deu azo a filmes, séries de TV e até jogos de computador.

 

Inicialmente, tinha uma ideia errada da história porque pensava que um filme que vi há uns tempos era inspirado neste livro, por isso estava sempre à espera de uma coisa que nunca aconteceu. Claramente, eu é que tive a culpa disso mas mesmo assim afetou a minha leitura. 

A história de vida da Condessa é apaixonante. Erzbet é uma personagem maravilhosa: inteligente, charmosa, carismática, cheia de segredos e de paixões. É uma personagem complexa que sofre uma evolução ao longo da história, tornando-se mais amarga e maquiavélica. 

O engraçado é que apesar das atrocidades cometidas, o leitor continua apegado à personagem. Simplesmente porque a escritora coloca tudo muito claro relativamente à personalidade da Erzesbet, incluíndo as qualidades e defeitos. 

Assim, A Condessa foi um livro que eu devorei e adorei! Encontrei nesta leitura a história de vida apaixonante de uma mulher maravilhosa. Recomendo totalmente!

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Livro: Capitães da Areia

Olá a todos! 

Hoje venho falar-vos de um dos livros mais maravilhosos da minha estante: Capitães da Areia de Jorge Amado.

Confesso que só tive contacto com este livro porque fui obrigada a le-lo para a escola. Felizmente, foi uma leitura que me cativou do inicio ao fim devido à história e personagens fortes. 

A história passa-se no Brasil em 1937, onde conhecemos um grupo de crianças, que por algum motivo se encontram sozinhas e por isso fazem todos os possiveis para sobreviver. Embora sejam crianças, este grupo chamado Capitães da Areia tem vida de homens, planeando assaltos e conhecendo todos os segredos do sexo. Uma vez que eram bem sucedidos nos seus assaltos, os Capitães da Areia eram procurados para serem “corrigidos” num reformatório muito rígido. 

Este livro é maravilhoso porque apesar de as crianças terem atitudes de homens não passam daquilo que são: crianças. Crianças que no fundo só querem carinho e afeto, um lugar a que podem chamar casa. Crianças que no fundo só querem ser isso mesmo- crianças. As circunstâncias da vida é que os fazem ter uma postura de marginais. 

Independentemente de serem vistos como marginais, os Capitães da Areia tem personalidades de ouro. São pessoas com honra e dignidade, que são fieis uns aos outros. Têm um espirito de solidariedade uns com os outros que emocionam qualquer leitor. Pessoalmente, gosto em particular do Pedro Bala e do João Grande. São os meus amorzinhos do livro justamente por serem corretos e manterem-se fieis aos seus princípios. 

A escrita de Jorge Amado pode não agradar a toda a gente pois são dados vários detalhes do que está acontecer, o que pode tornar o livro um pouco monótono. Contudo, ninguém fica indiferente a esta história. Eu pelo menos, emocionei-me e senti à flor da pele tudo o que aquelas crianças estavam a sentir. É, sem dúvida, um livro que marca. 

Para concluir, só tenho que recomendar a todos este livro que tantos conceitos importantes têm. Dou 5/5*. 

Espero que tenham gostado do post e que leiam este livro, caso ainda não o tenham feito.

Beijinhos! 

Livro: Retratos de Família, Jojo Moyes

Olá pessoal!

Como prometido no post do mês de Julho, trago-vos a minha opinião do livro que li mais recentemente: Retratos de Família de Jojo Moyes.

Como disse, foi o primeiro livro que li da escritora e sinceramente nunca tinha tido interesse pelos livros dela, mas como vi o filme Me Before You e até fiquei curiosa.

Sinopse:

1953, Isabel II é coroada. A comunidade inglesa em Hong Kong reúne-se para celebrar o acontecimento. Para Joy, trata-se apenas de mais uma reunião enfadonha, idêntica a tantas outras. Mas a sua vida transformar-se-á nessa mesma noite ao conhecer o jovem oficial da Marinha Edward Ballantyne. A impulsiva proposta de casamento após um breve encontro parece ser a resposta a todos os desejos de Joy.

Mais de quarenta anos volvidos, Joy e Edward vivem na Irlanda e a sua relação com Kate, a filha, e Sabine, a neta de dezasseis anos, é distante e fria. Em Londres, Kate tenta resolver mais uma das suas inúmeras crises amorosas e, numa tentativa de proteger Sabine, decide que ela vá passar umas férias com os avós.

Para surpresa geral, Sabine parece adaptar-se bem à vida no campo e ao difícil temperamento da avó. Até que o súbito agravamento do estado de saúde de Edward obriga Kate a um inesperado regresso à casa de família, reabrindo as velhas feridas que a separam de Joy. Que segredos afastam mãe e filha? Poderá Sabine unir duas gerações tão diferentes, ou cairá também ela no silêncio que as separa?

 Este romance tinha tudo para ser muito bom. As relações familiares destruídas, os traumas nunca curados, as feridas nunca saradas podiam ser os elementos para uma história perfeita. O que aconteceu foi que a Jojo deu mais destaque a Sabine, a personagem mais nova da história. Com 16 anos, Sabine tinha uma mentalidade mais infantil, o que por vezes me irritava e outras vezes me fazia rir. Foi muito bonito de se ver a relação que a adolescente estabeleceu com os avós, e para mim foi o ponto mais positivo do livro!

Apesar de a Sabine dar um ar mais leve ao livro, eu acredito que o livro seria muito melhor se a relação da Joy e da Kate fosse mais desenvolvida. Durante a maior parte do livro foi bem explicito que o relacionamento entre mãe e filha sempre foi tenso, com muitas barreiras e ressentimentos, por isso eu esperava um diálogo intenso entre as duas personagens. No entanto, a única coisa que tive foi uma conversa muito rápida que resolveu tudo como se não fosse nada de especial! Senti que a escritora simplesmente quis despachar esse problema.

Na minha opinião, a autora está de parabéns por conseguir criar personagens tão humanas. Tanto as três mulheres principais como as personagens secundarias fazem coisas boas e coisas más, não são perfeitas o que as tornam tão reais ao ponto de nos afeiçoarmos muito a elas. Eu compreendia os dilemas e sentimentos de todas e torcia para que se corrigissem e melhorassem os seus relacionamentos com as pessoas que os rodeavam.

Em geral, gostei deste livro e da escrita da autora. Este foi o primeiro livro da Jojo Moyes e por isso acredito que as outras obras sejam melhores, o que me faz querer ler mais dela. No final, dou 3/5 estrelas a este livro.

Espero que tenham gostado deste post,

Beijinhos!

Livro: O Jardineiro Francês

Oi pessoal! 

Peço imensas desculpas por ter deixado o blog um bocadinho abandonado! Para me redimir trago-vos a minha opinião sobre um livro maravilhoso que lo recentemente: O Jardineiro Francês.


 

Sinopse:

Os Claybourne decidem mudar-se para o campo. Na idílica casa cedo as ilusões de uma vida mais calma e sereno se estilhaçam. Há muito que Miranda e David se afastaram e os filhos continuam tão solitários e agressivos como antes. Não adianta fugir dos problemas, eles continuam entre eles. Um dia um francês oferece-se para tratar do jardim. Miranda descobre os diários secretos de antiga proprietária e percebe que existe uma profunda ligação entre aquele misterioso homem e a história de amor que lê avidamente entre as páginas do diário. Estará também ela apaixonada? Seguirá a sua vida um outro rumo? Ou será a sua família como o jardim que precisa de ser cuidado para recuperar o vigor e alegria? Uma tocante história de amor, perda e renascimento.



Este livro foi uma maravilhosa surpresa, porque quando peguei nele não tinha nenhuma expectativa. Simplesmente pensei que era um romance básico como muitos que andam por aí. Porém, enganei-me. Apesar de ser um romance, tem uma história linda com muitas alegrias e também muitas tristezas. O mais agradavel é ir descobrindo pouco a pouco todos os segredos das personagens, embora seja um pouco previsível.  

Outro ponto que eu achei interessante foi os flash backs que estão presentes no livro. De uma maneira muito eficaz, a autora conseguiu contar duas histórias de tempos diferentes e mesmo assim entrelaça-las de certa forma. 

A evolução das personagens é outro ponto positivo neste livro. Com o desenlace da história, as personagens vão mudando os seus comportamentos e tornarem-se menos superficiais. Incrível como eu no início do livro eu detestava a Miranda e no fim já me sentia como uma amiga dela. Querendo ou não afeiçoamo-nos ás personagens! 

Para facilitar mais as coisas, a escrita da Santa Montifere é simplesmente deliciosa. Ela consegue fazer com que os leitores se entranhem de todas as maneiras possiveis na história. 

Não conhecia esta autora, mas definitivamente vou ler mais livros dela. Dou 4,5 estrelas a este romance e obviamente o recomendo a todos!

The Outsiders

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Há alguns anos atras, encontrei na casa da minha avó um pequeno livro intitulado “Os Marginais”. Quando era pequenina, andava sempre com ele a fingir que o lia e por isso nao hesitei em começar a le-lo. Foi uma leitura rápida de um só dia, mas tambem foi uma leitura que despertou muitos sentimentos em mim.

Para quem nao conhece a história de S.E.Hinton passa-se nos anos 80, onde a sociedade estava divida em Socs, pessoas que viviam no sul da cidade e eram mais abastardos economicamente, e os Greasers, pessoas que viviam na parte norte da cidade e eram considerados mais deliquentes. Esta história é narrada por Ponyboy, um rapaz de 14 anos que vive com os irmaos mais velhos, Darrel e Sodapop, e pertence ao grupo dos Greasers.

Não quero adiantar muito a historia por receio de dar spoilers, mas existem outros pontos que quero abordar aqui. Para começar, eu adorei o livro e acredito que seja adaptaçao cinematografica mais fiel á obra que já vi. Alem disso, esta história tem temas que eu considero importantes de serem abordados, tais como: discriminiçao e o conceito de familia.

Nesta história vemos que naquela época as coisas eram muito dificeis para os Greasers, que além das suas dificuldades economicas, ainda eram vitimas de atos de grande violencia por parte dos Socs. Quando digo atos de violecia, refir-me mesmo a grupos de 4/5 socs com navalhas contra 1/2 greasers. Nao quero generalizar de maneira nenhuma todos os Socs, porque como em todo o lugar existem pessoas boas e más, mas a verdade é que este grupo social nao tinha muitos valores. Já os Greasers eram mais pobres, conhecidos como deliquentes, mas tinham honra e uma grande solidariedade uns para com os outros. Esta solidariedade comoveu-me imenso! Aquele grupo de amigos de rua eram como uma grande familia, o problema de um era o problema de todos e o apoio era  sólido e constante. Confesso que é por este motivo que tenho tanto carinho pelos Outsiders.

Sem dúvida que é um livro/filme que recomendo a todos, nao só pela mensagem que transmite mas tambem pelo todo o tipo de emoçoes que proporciona.

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Livro: Não Contes Nada

Olá a todos! 

Hoje venho falar-vos do livro que li mais recentemente: Não Contes Nada de Lisa Scottline. 
Este livro foi-me oferecido no meu aniversário em novembro, mas só recentemente é que decidi dedicar-me a ele. Esperava que fosse mais um thriller ou policial, mas na minha opinião é mais um drama familiar que envolve uma tragédia e um novelo de mentiras incontrolável. 

Sinopse:

A relação de Jake Buckman com o seu filho Ryan, de 16 anos, não é fácil. Assim, por insistência da mulher, Jack vai buscar o filho ao cinema do bairro. De regresso a casa, Ryan pede-lhe para o deixar conduzir numa estrada deserta e Jake encara o pedido com satisfação. Porém, o momento que podia ser uma oportunidade para estreitar a relação pai-filho transformou-se subitamente num pesadelo. A tragédia bate-lhes à porta e, com a vida de Ryan por um fio, Jake vê-se forçado a tomar uma decisão que os conduzirá a um mundo de culpa e mentiras. Sem nunca o terem planeado, pai e filho têm de suportar a carga do seu segredo, que ameaça destruir a família e as suas vidas.

A minha opiniao:

Para começar, a Lisa Scottline tem uma escrita muito agradável. É o tipo de livro que uma pessoa quando vai a ver já leu 100 páginas. É rápido de ler, e como a história vai ter sempre uma nova peripécia, uma nova mentira, o leitor fica envolvido com a trama e com curiosidade do que vem a seguir. 

No entanto, não foi dos melhores livros que li. A primeira parte da história não é nada interessante. É apenas aquele massacre mental que os personagens faziam a si próprios, devido ao sentimento de culpa que os dominava e o novelo de mentiras que as personagens inventaram para se safarem. Só mais para o meio do livro é que Jack começa a investigar uma outra coisa que aconteceu, que não posso contar, e eu começo a ficar mais interessada na história. E sem dúvida que essa parte é a melhor, pois envolve uma investigação e uma espécie de montagem de um puzzle. 

Já o final que a autora deu a história não me agradou de maneira nenhuma. Senti que foi forçado para que fosse feliz. Não achei que tivesse lógica ou que fosse merecido. Na minha opinião, ficaria melhor um final mais triste em que os personagens pagassem pelos seus erros do que um final onde não tiveram culpa nenhuma do acidente. Foi uma má escolha da Lisa. 

Em suma, foi uma leitura agradável que me ocupou em horas mortas e a minha classificaçao é 3/5 ⭐️.
Espero que tenham gostado da minha review. Contem-me se já leram este livro ou se tem curiosidade de o ler. 

Beijinhos! 

Livro: O Resgate do Tigre 

Terminei de ler O Resgate do Tigre e tive que vir logo contar-vos a minha opinião acerca do livro! Preciso de falar!! 

 Para quem não sabe, é o segundo volume da saga A Maldição do Tigre. Em geral, eu gostei do livro. É fácil de ler, tem um bom ritmo, é agradável e interessante. 

Kelsey Hayes jamais poderia imaginar que as férias de verão dos seus dezoito anos lhe trariam experiências tão arrebatadoras. Depois de ter descoberto que Ren, o tigre branco a que tanto se afeiçoara no circo onde trabalhou, era um príncipe indiano e de o ter acompanhado à sua terra natal para o ajudar a quebrar uma maldição secular, regressa a casa, disposta a começar a faculdadee esquecê-lo. Todavia, depressa percebe que não vai ser fácil e, quando Ren é capturado, Kelsey ver-se-á obrigada a regressar à Índia para completar mais uma tarefa imposta por uma profecia antiga e descobrir uma forma de o salvar. Para isso, precisará da ajuda de Kishan, o irmão de Ren. Serão eles capazes de o resgatar e devolver a Ren a sua humanidade?

Depois de A Maldição do Tigre, O Resgate do Tigre leva mais longe uma saga inesquecível, que já conquistou em todo o mundo os fãs da literatura fantástica. 

Em primeiro lugar, este volume encaixa perfeitamente com o anterior. Existem vários elementos que fazem a conexão, que mostram que há a necessidade de a história continuar, ao contrário de muitas sagas que existem por aí. Apesar de neste livro haver uma situação completamente diferente do anterior e de haver outros obstáculos, a história segue o mesmo roteiro. As personagens tem que ir numa aventura, desvendar uns enigmas e lutar contra alguns empecilhos. A diferença está nos enigmas e nos empecilhos, que incentivam o leitor a ler mais, a descobri a solução. 

Um ponto muito interessante é a mitologia que é abordada. Normalmente, quando falamos em mitologia vem-nos a cabeça a mitologia greco-romana. Neste livro é mais abordada a mitologia dos países orientais, o que é maravilhoso! Aprendi muitos mitos e desejei conhecer muitos mais. Este ponto torna o livro muito interessante e original, visto que é um tema que não é muito abordado. 

Temos um triângulo amoroso, como se deve calcular. A Kelsey, o Ren e o Kishan, que é equivalente a dizer Elena, Stefan e Damon. Torço pelo Kishan da mesma maneira que sempre torci pelo Damon. Gosto de bad boys. Eu casava com o Kishan! Além dele ser lindo, ele sabe o quer e luta por isso, não tem medo do que possa acontecer porque ele sabe que está nas mãos dele. Adorei esse traço na personalidade dele. 

Sobre o Ren e a Kelsey… Não gosto do romance deles. É doce demais, torna-se enjoativo, pegajoso, horrível! Espero que eles não fiquem juntos, porque não há paciência! 

Apesar de ser um pouco previsível, O Resgate do Tigre merece 4* por todas as razões que já referi. Se não conhecem a saga e gostam de fantasia, deviam experimentar porque vale a pena. 

E vocês já conhecem a saga? Torcem pelo Ren ou pelo Kishan?